terça-feira, 7 de setembro de 2010

Parô, Começô 2


Eis que no dia de meu casamento, tenho a gradável surprêsa de receber a visita de dois amigos da época de ginásio - nomenclatura utilizada outrora na área da educação, que sinificaria hoje o equivalente ao ensino fundamental por volta talvez dos onze aos catorze anos de idade -: Marcelo e Zé Carlos. Apareceram durante o dia em casa de meus pais para me darem um abraço, pelo meu enlace e aproveitaram também para levar um presente, que eu, desastrosamente - como sempre, aliás - quase deixei ir ao chão e os dois quase me mataram, evidentemente por ser algo que após tal acidente não teria mais serventia alguma. Foi uma tarde muito importante por se tratar de pessoas as quais eu não via há muito tempo e que atenciosamente atenderam à um convite que fôra enviado por meus pais, já que na época eu trabalhava fora de São Paulo e não tinha condições de convidar à todos pessoalmente. Mais tarde na igreja, eu conseguiria visualizar o Zé , mas não o Marcelo e é importante que ele saiba que eu entendo que deva ter havido algum motivo para ele não ter comparecido à cerimonia.
Infelizmente, nunca mais tive a oportunidade de me encontrar com o Zé Carlos, mas com o passar dos anos, tive o privilégio de estar com o Marcelo em duas ocasiões, como ele bem lembrou, no show do Paul McCartney e no aniversário da minha filha mais velha, que completava um ano de idade.
De fato, como o próprio Marcelo comentou, é pouco para uma amizade tão intensa no tempo de escola. Uma amizade que incluía idas ao estádio para ver o São Paulo jogar; tardes montando trabalhos escolares que apresentávamos com gôsto durante as aulas; ensaios para peças de teatro que faziam parte de currículo escolar; jogos de futebol no meio da rua ou em campinhos espalhados pela região onde morávamos ou ainda em praçinhas que haviam aos montes na época; sem falar nas gavações de humor que fazíamos, inspirados no "Show de Rádio", programa da rádio Jovem Pan daquela época em que imitávamos personalidades e criávamos nossos próprios personagens para divertir à nós mesmos e passar o tempo da melhor forma, nos cronfraternizando. Confesso hoje, inclusive, que havia de minha parte, uma paixão maior por aquelas gravações, que só fui entender mais tarde. Nós utilizávamos um "gravador de mão" - não peçam para explicar o que isto exatamente significa -, um aparelho de som onde tocávamos a música que seria utilizada como trilha sonora enquanto destrinchávamos nossos hilariantes textos e um microfone que vinha acoplado ao gravador de mão. Todas as sextas-feiras, nos reuníamos em minha casa e fazíamos estas viagens humorísticas: éramos inicialmente eu, o Marcelo e o Humberto e depois juntou-se a nós, o Turco. Eu adorava aquilo e esperava cada sexta-feira como quem espera um presente no dia das crianças, com ansiedade. Para mim, era algo mágico o fato de podermos transformar qualquer assunto em deboche, utilizando da criatividade de cada um. Mas com o tempo, percebia que eu estava sendo um tanto chato com os outros que não estavam na mesma sintonia. A impressão que eu tinha, depois de um certo tempo, é que aquela "brincadeira" era importante apenas para mim, pois as vezes, eu tinha de insistir para a molecada aparecer em casa para gravarmos mais um pouco. Sentia-me um chato tendo de chamá-los sempre e muitas vezes achava que estava sozinho naquela vontade, até que um dia, eles foram categóricos em me dizer que não queriam mais saber daquilo. Fiquei triste na época, mas fui entender essa tristeza depois de muito tempo quando me vi totalmente envolvido na carreira de radialista e foi quando tudo clareou para mim: eu não queria parar aquelas gravações, simplesmente porque estava na minha alma que eu adorava um microfone, mas não tinha maturidade suficiente para perceber que era um caminho apenas meu...
Hoje olho para trás e evidentemente sinto uma saudade imensa de nossa união, o que me leva a pensar em um motivo para não voltar a ver aquelas pessoas, pois, por mais que nossa vidas tenham tomados diferentes rumos, nada nos impede de nos reunirmos e recomeçarmos de onde paramos... afinal, quem fez a loucura de ir comigo à Taiaçupeba, pode muito bem fazer qualquer coisa!!
Então, como sempre, encho os pulmões e grito: PARÔÔÔÔÔ, COMEÇÔÔÔÔ!!!!!!

P.S.:
fiquei emocionado ao ler uma mensagem do Marcelo no Facebook e resolvi responder através deste blog que tem exatamente a finalidade de falar sobre Queridos Amigos.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

UUiiiiiiii!!!!!



Sinistro... Dois caras seminus, sentados em uma cama de casal: hum...
Notem que o ambiente lembra muito o quarto de um motel desses de beira de estrada que levam até lugares do tipo Arizona, Arkansas ou coisa do gênero. Ambiente propício para uma bela noite de, vocês sabem... Observando certos detalhes dessa cena, como por exemplo uma colcha de cetim cor-de-rosa ou uma cabeceira de cama toda florida, podemos deduzir que tipo de clima estava sendo criado nesse local. Se seguirmos o raciocínio de um filme norte-americano em que dois caras saem por aí em busca de aventuras, poderíamos tranquilamente classificar o filme como de categoria "B" e para chegar a essa conclusão, basta se ater a certos aspectos como o tipo de bermudas usadas pelos "personagens", nada que indique o bom gôsto, longe disso. Outro detalhe que pode nos levar à classificação da produção do filme é também aqueles óleos que os atores de produção de segunda passam no corpo para dar um ar de suor com aventura, como vemos no corpo de Jackson Kléber, sem contar o sorriso indicativo de canastrice que este ator nutre em seu rosto e que destoa por completo da branquice do ator ao lado (um ilustre desconhecido, haha) e isso sim é uma verdadeira falha por parte do contra-regras do filme: enquanto um dos atores está bronzeado, o outro desbota-se em sua totalidade.
Uma coisa é certa: a fita receberia sem dúvida o rótulo de Filme Adulto e digo isso pela posição em que os dois se encontravam na hora do click durante o Set de filmagens, digno de uma demonstração de carinho gaúcha, tchê!!
Alguém gostaria de sugerir um título para este filme? Melhor não, não é? Foi o que pensei...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Estória de Pescador?


Cerquilho é uma cidade muito gostosinha...Eu particularmente gostaria de morar numa cidade que tivesse entre sete e doze mil habitantes, mais do que isso, já é encrenca...Mas vamos falar desta maravilhosa ocasião, dada no Carnaval de 99 em que eu e o sr Marcos fisgamos um peixe de sete quilos e oitocentos e noventa e quatro gramas. Infelizmente a foto foi tirada minutos antes do ocorrido e dona Monica que portava a câmera havia saído por alguns instantes quando justamente se deu o fato, que por falta do flagrante fotográfico, faço questão de registrar em detalhes para que nenhum amigo fique sem saber desta boa aventura. Eu e o Marcão conversávamos tranquilamente sobre a vida no interior, despreocupados com a poluição e a violência da cidade grande enquanto segurávamos nossas varinhas sem nenhuma pretensão...até que de repente, minha vara começou a dar uns puxõezinhos e eu comecei a me movimentar para trazer à cesta mais um peixinho de tira-gôsto para a hora da cerveja. Mas o que me aguardava era diferente: os trancos da vara começaram a aumentar assustadoramente e meu companheiro percebeu em meu semblante um certo desepero. Foi quando resolveu vir dar uma mãozinha para mim. Aproximou-se e vendo minha dificuldade em manter a vara em riste, resolveu pegar na dita cuja e demonstrar suas habilidades de pescador. Eis que a quatro mãos passou também a ficar difícil de manipular aquela vara...foi aí que chamamos o Roberto, um amigo do Marcão e foi mais um a entrar na vara...Puxa daqui, estica dali, levanta de lá até que com muita coragem, contamos até três e, finalmente: fomos os três ao chão, a vara torta e quando olhamos a beira do tanque...aquela maravilha enorme, extendida ali, bem na frente daqueles seis olhos arregalados que não acreditavam no que viam...
Bem, passamos todo o carnaval daquele ano comendo o mesmo peixe, porque o bichinho era tão grande, tão grande que deu para uma turma de dez pessoas e nem precisamos nos preocupar em ir ao açougue pra buscar carne para churrasco, afinal tínhamos que dar conta daquela monstruosidade aquática!!
Você não acredita nessa estória? Pergunta ao Marcão...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CASTRO


Bem, eu prefiro falar em Vida...Poderia dizer algo em homenagem ao dia da passagem do Castro, mas prefiro falar no dia 20 de Outubro em que ele completaria mais um ano de vida!!

Cara, este blog é seu, em sua homenagem, portanto, todos que quiserem deixar uma homenagem pra você, têm minha total aprovação...Nunca disse isso durante sua vida, mas o digo agora: você sempre foi um bom amigo e por isso, eu o AMO, esteja onde estiver e saiba disto! Em Novembro fará mais um ano de sua passagem e espero que esteja tudo bem com você...desculpe minha ausência durante tantos momentos, mas a vida as vezes é assim e nos afasta, mas pode ter certeza que sempre o AMEI e ainda penso muito em ti, meu BOM AMIGO!!

Beijo no seu coração...seu eterno amigo: João Avelange!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

FOREVER YOUNG!




Amigos, um assunto fácil de se tocar. Olho essas fotos e penso no 3. Moe, Larry e Curly; Athos, Pótus e Aramis; Emerson, Lake and Palmer-apesar de um dos personagens odiaaaaaar rock-; O Poderoso Chefão 1, 2 e 3; churrasco, pizza e cerveja, Fraternidade, Liberdade e Igualdade; Beatles, Zeppelin e Pink Floyd e, principalmente AMOR, RESPEITO e ALEGRIA, muita alegria!!!
É muito fácil falar do verdadeiro "trio mais biruta da terra", que aliás, ao que parece, ultimamente está de volta com a corda toda, e isso, caramba, isso é bom demais!! Na vida, tudo tem fase, eu acho: fase da escola, fase de querer fugir da escola, adolescência-que aliás, é ruím até pra quem passa por ela, hehe!!-, paixões, namoros, mais namoros, primeiro emprêgo-ahhhh!!!-, universidade-esse é só para alguns-, casamento, filhos, dívidas, separação, reestruturação e velhice, mas somente uma coisa é que acompanha você a vida toda, que é a amizade, ah, a amizade!! Vão-se os amôres, vão-se os emprêgos, os carros, os imóveis, os pais, a espôsa, as oportunidades, mas os amigos, os verdadeiros amigos, esses NUNCA te abandonam, estão sempre ali, a espera que você os procure, sim, você, porque amigo que é amigo, sabe respeitar o momento, o seu momento, aquela hora em que você telefona e diz, tô pronto! Mas, claro, que se você demorar, ele te encontra e te faz rir, te joga pra cima, até te escuta quando você tá chato, falando que tá passando por isso, por aquilo...O teu amigo tá ali, sempre ali, pertinho, mesmo quando tá longe. Ele te espera do jeito que você é, porque ele te conhece e te escolhe por causa disso, ou você nunca tinha pensado nisso? Sim, porque nós temos defeitos e não são poucos, acho até que são sempre mais defeitos do que qualidades e no entanto, o amigo é como ímã, ele se aproxima e não importa quem você seja ou o quanto mal-humorado é, porque o amigo enxerga sempre o melhor lado, senão ele seria outra coisa que não amigo e já tinha te abandonado há muito. Reflita sobre isso.
Essas três estórias se cruzaram num lugarêjo chamado Capela do Ribeirão, na grande São Paulo e este redator conheceu essas duas figuraças justamente lá. Na década de 70, eu vi o Robson pela primeira vez andando de bicicleta numa praça e um conhecido em comum, nos apresentou. Já o Vadinho, foi no começo dos anos 80, quando um amigo disse assim: "esse aqui é o Vadinho e vai dormir com você hoje"...caramba, mal conhecia essa futura paixão e logo na primeira noite dormi com ele no chão de uma farmácia, quando nós dois esperávamos pela exibição de um clássico na Globo, Easy Rider...Os dois, pregados de sono, dormiram, e nem clássico, nem nada, haha!! O Robson, de bicicleta, e o Vadinho, o que eu me lembro é que ele usava barba, bigode e um óclinhos à lá John Lennon, parecia o Tom Fogerty.
Um deles, se casou com uma minha amiga de infância, enquanto o outro vivia se metendo em encrencas comigo, foram várias situações que ficarão para uma outra ocasião. Alugamos uma casa na grande São Paulo, onde dividíamos um espaço sem datas marcadas, as vezes nos víamos, outras e várias, não.Até aí, não tinhamos noção de que aquilo significava algo importante:era na época uma boa oportunidade para todos, cada qual pelo seu motivo e não parávamos para pensar nisso. As coisas foram apenas acontecendo, sem que nós percebecemos. Em função da casa, que era interessante mantermos, fomos nos conhecendo melhor, sem pretensão alguma, é verdade, já que cada um devia almejar alguma coisa da vida, mas lá não falávamos sobre essas coisas, apenas aproveitávamos o tempo em que estávamos juntos para brincar e fazermos palhaçadas. Talvez o Universo nos tenha preparado exatamente isto, já que até pouco tempo atrás,as raras vezes que nos reuníamos, não fazíamos outra coisa a não ser palhaçadas...
A vida é engraçada, assim como essas três amizades e nos prepara situações para as quais não estamos preparados, e talvez até por este motivo, hoje estamos voltando a nos reunir, por circuntâncias adversas, com maior frequência, o que não fazíamos há um bom tempo.
Somos todos um só! Isso eu já sei pelas minhas leituras, porém alguns parecem ser mais do que outros quando se juntam, e esse, com certeza é o nosso caso.
Pode não parecer, mas este foi apenas um resumo sobre este trio e mais oportunidades surgirão para que eu fale sobre o assunto.
Não consegui colocar as fotos na ordem correta, mas vou então começar falando da segunda foto para depois falar da primeira.
Estávamos na chácara dos irmãos Fernandes-Douglas e Robson-em algum final de semana dos anos 80. Eu ainda era solteiro, então realmente faz muito tempo:Moe(eu), Larry(Robson) e Curly(Vadinho).
A primeira foto, provavelmente uns 22 anos depois(caramba!), Larry(Robson),Moe(Eu) e Curly(Vadinho), num churrasco que aconteceu no último fim de semana, onde desfilamos cabelos e barbas brancas pra ninguém botar defeito.
E VIVA A VIDA!! E VIVA A AMIZADE!!!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Bola 7


Caraguá, acho que 1994, quem sabe? Época de muito trabalho em que eu e Moniquinha não sabíamos ao certo o que significava a palavra lazer.

As vezes em raro, um ou outro amigo aparecia pelos mares do norte de São Paulo para nos lembrar o significado do termo acima. Esta foi uma ocasião peculiar, já que os gêmeos Claussen não costumavam se aventurar muito pelo mundo afora-isto naquela época, pois hoje já são ambos internacionais, enquanto nóis, continuamos por aqui...Recebemos com surprêsa e alegria esses dois irmãos, que, hãhã, eu vi nascer...e pasmem, descobrimos neles lados desconhecidos como este em que o click de uma máquina registra para o mundo!

Não é que os dois encararam os tacos de sinuca de um bar qualquer em Caraguatatuba e revelaram um lado social muito interessante? Vejam, esta é uma situação muito peculiar, já que estes dois amigos não costumavam ir tão longe à época. E isso para mim, significa muito, pois é aquele velho ditado que diz "mostre com que corda lançarás, que eu digo o que pegareis". Realmente foi um final de semana cheio de boas surprêsas em que eu e a Monica pudemos desfrutar dessas companhias e descobrir após tantos anos de amizade- mais eu em particular- que as vezes fazemos certas imagens de uma pessoa, que o tempo se encarrega de distorcer. Patrícia e Ricardo, naquele final-de-semana, nos fizeram sentir que ainda estávamos ligados de alguma forma ao mundo e portanto às pessoas que queríamos bem.

Fato: eu, Ricardo e Patrícia, tomamos um PAU de Moniquinha na sinuca...mas o fim-de-semana, não se resumiu só a isso e mais pra frente lanço o título Bola 7 II, hehe!! Ah, e prometo que na próxima, a Paty estará na frente da câmera.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Periódico "A TURMA"


Bem, o que podemos dizer desta foto? Ela fala por si só! Quando na época da nossa pré-adolescência em Taiaçupeba apelidaram este atual senhor de "Leite Moça"*, ele ficou, digamos, um tanto contrariado e achou o apelido de extremo mal gôsto. Porém, analisando este momento, devo particularmente dizer que, contra fatos não existe contra-prova, hehe!!

Explicando o título acima, no final dos maravilhosos anos 70, existia um bando de desocupados que se auto-intitularam "A Turma". Todos novinhos e que serão exaustivamente lembrados nesse Blog, quando seu proprietário achar necessário...Pense em "A Turma" como o título de um excelente Periódico, que com competência, vende milhares de exemplares país afora, por ter sempre o que dizer, isto é, uma mensagem a passar...Neste caso específico, portanto, o senhor Alexandre Zangrandi é um encarte do Periódico "A TURMA", que não pode ser comercializado separadamente, hehehe!!

*Em tempo, Leite Moça é um apelido que foi dado ao Alê nos anos 70, quando o mesmo participou de um famoso(?) jogo de futebol na quadra da escola Benedito Souza Lima, numa partida onde se enfrentaram um Taiaçupeba Futebol Clube montado às pressas, que trazia Arnaldo(goleiro); Tefú(quem diria?); João Bosta; Joel; Beto e Douglas. De São Paulo, o Esporte Clube América, com Alê (no gol);Eu, Césão;Ricardo Bréga;Fábio e Clébio. Ganhamos de 5x1 com um gol contra meu, mas isso é um detalhe irrelevante, hehe. O importante, é dizer que como o Alê jogou de calção, suas pernas estavam branquinhas, branquinhas e isto levou a torcida feminina a imprimir o apelido à ele de "Leite Moça", hehe!!.